A BELEZA CONCEITUAL DO DESIGN MULTIVARIADO: Cadeiras INCERPTION, Vivian Chiu (*)
Esses asiaticos estão danados, em qualquer setor ou categoria do Design de produto. Os caras se metem em tudo e fazem bem. E inventam e reinventam! Sendo assim, eles estão cada vez mais próximos do Design Multivariado do que os designers ocidentais, dos Starks, Arads e Campanas da vida que estão mais próximos da moda passageira do efêmero. Tudo isso porque os asiaticos não passaram e nem se ligaram quando cresceram, nos conceitos unimodelares do fordismo, do funcionalismo bauhasiano e dos teóricos de Ulm de penúltima geração e adjacências. Lá o fordismo do modelo unico em série de produção alcançou um nível superlativo e virou algo diferente. Tudo ou quase tudo se produz na China, Coreia do Sul ou Tailandia atualmente e tudo em quantidades assombrosas.
Com tal quadro, o Design virou outra coisa e assim se permitem fazer o que a vã filosofia ocidental de produção não consegue ver e mormente, praticar. No ocidente e incluindo o sedentarismo da cultura emergente brasileira de design, a coisa ainda se volta para o inusitado da forma e da vaidade formal do designer, ao invés de se praticar um Design de verdade, em que a palavra de ordem é negar justamente isso.
A Multivariação Formal (*) preconizada por Shane R.V na década de 1970 e desenvolvida por Reginaldo Sah já é um fato, quer queiram ou não os neófitos do saber-design fordista. E ela surge sob os mais variados conceitos e soluções, cada vez mais. No caso agora, ela veio pela unimodalidade da forma de uso incorporada a variedade do próprio uso. Ou seja, falando em mais objetivamente: um dado resultado formal de uso pode se manter e variar ao mesmo tempo.
O tal de Vivian Chiu fez isso: desenvolveu uma cadeira de madeira tradicionalíssima e nela juntou os seus filhos, tudo de uma vez. Assim se tem varias cadeiras numa só, uma mesma cadeira de formato igual a aquelas que a integram. Pode ser uma cadeira para gente maior seja gorda ou magra, para gente normal ou para gente pequena e crianças. Ou então, para comer, esperar, conversar, brincar, estudar, sei lá o que mais.
Já imaginaram isso: uma cadeira-familia?
O carinha definiu o formato básico, fez um modelo adequado ao uso geral e nela foi acrescentando tantas cadeiras pudesse. No mais é só incorporar os assentos independentes para cada tamanho e medidas,e pronto, tem-se varias cadeiras iguais em forma, mas diferente no uso. O encosto é dispensável pelo apoio existente, mas se o freguês quiser, basta pedir. Alem disso as bichinhas podem ser acopladas lateralmente e usadas para um publico maior do que a limitação residencial permite. E a família de verdade Incerption, é barata, fácil de fabricar e serve para todos. Isso é Design, porque é Multivariado.
Danada esse proposta, atual mais do que isso só na China!



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