BRASIL FAZ DESIGN, AQUI E LÁ: EM2, Mariana B.Ferrarezi e Roberto Hercowitz

Esse negocio de Design brasileiro está tomando rumos inesperados. Para melhor, ainda bem. É o caso da dupla Mariana Betting e Roberto Hercowitz, que primeiro foram notados lá fora do que aqui, em terras brazilis. Se por um lado isso não significa muito, pelo outro, é um fato notavel. Qualquer pessoa pode se notabilizar no exterior em todas as areas de atuação profissional, como também no Brasil. Porem aqui, a atuação do Design é considerada, mas do designer nem tanto. Parece ser uma profissão alçada a categoria do divino e do romantismo shaskesperiano, e ao mesmo tempo, não tem muito campo para o desenvolvimento do produto nas empresas de qualquer porte e os designers independentes ralam e muito para trabalhar e expor as suas ideias e trabalhos.

Nos ultimos anos, por incentivos de orgãos governamentais, parcerias e pela atuação pungente das universidades, instituições que lidam com o Design, organizações virtuais e muitos sites e bloggs, Centros de Design foram criados, lojas expoem produtos dos nossos designers, alguns poucos já são destaques aqui e no exterior, exposições e premios foram criados,  a coisa tem mudado. Mesmo assim, se um designer se destaca no exterior, ele logo consegue reconhecimento no pais do futebol, embora o nosso Design tem dado prova que os designers brasileiros estão revertendo essa situção.Tem mais designer brasileiro fazendo sucesso no exterior, do que o contrario. Os mestres da atualidade fazem sucesso em boa parte do mundo e por isso não vale a inclusão deles. Falamos de uma geração que está ai mandando braza e bobando. Como a turma da EM2.

São projetos, peças já desenvolvidas e construidas e outras conceituais que prima pela versatilidade formal e de uso. Os produtos da dupla Mariana e Roberto, são vendidos em 9 estados brasileiros, depois que fizeram sucesso na Espanha e com premiação aqui no Brasil. O carro chefe foi a  espreguiçadeira (chaise lounge) Hamaca, criada para a edição 20 do Premio de Design do Museu da Casa Brasileira. É uma peça baseada  em outras já desenvolvidas, que os incautos chamam de retrô, mas isso é pura besteira. Mas no caso, é mais para um releitura historica, uma revisão formal no tempo do Design. (ver nota no rodapé)

Um dos focos da linha de trabalho da dupla é brincar serio com uma forma do passado, ousar na feitura  usando as tecnologias atuais e procurar inovar na forma e no conteudo. Um outro ponto, é ousar nas ´propostas para fazer acontecer e não ficar no terrivel prototipo ou no conceito. A EM2 pratica um Design de mobiliario de primeira categoria, sem nada dever a ninguem, nem daqui nem de fora. Um mobiliario esperto, versatil, contemporaneo, vivo. E por fim, intrigante nas diferentes propostas. Foi dificil montar esse artigo seguindo uma cronologia ou uma linha conceitual,tamanha é versatilidade projetual da dupla, nas varias categorias de uso do mobiliario (sentar, deitar, relaxar, guardar, etc) e dentro delas. São diferentes cadeiras, bancos, aparadores, estantes, etc. São moveis que surprendem até na forma de reuni-los num artigo de Design do Produto, mas ficamos em duvida qual dos projetos foram realizados ou que ficaram apenas nos prototipos e nos desenhos em 3D.

De qualquer forma, parabens pelo excelente trabalho da dupla, só elogios. E nossa analise critica é exigente, porque tem muita porcaria por ai e falam que é Design. Mas,no caso, não há engano.. Isso é Design brasileiro: ousar!

 

1) MADEIRA = CRIATIVIDADE E VERSATILIDADE

Fig.1 . A chaise lounge HAMACA, 2006, não tem nada de retrô, só a lembrança. É  um modelo classico, de madeira (certificada) curvada num raio ergonomico usual, com 4 pés e superficie de apoio de couro trançado. Parece ser antiga, mas não é. Parece que já vimos antes, e dai! A forma é determinada pelo raio de curvatura da relação assento-encosto e sendo em madeira e com revestimento trançado de couro, é que faz-nos lembrar  um modelo antigo E tudo indica que é confortavel para um movel dessa categoria de uso. A posição de relaxar propria das chaises lounges, é aquela que permite ao usuario ficar de cabeça e pés pro ar pensando na vida, perfeitamente adaptado ao raio de curvatura e pelo material que abriga o corpo e a HAMACA parece ter essa condição. Quanto a historia, só para comprovar.  basta navegar no nosso site e ver como essa categoria de uso evoluiu ao longo do tempo do Design de Uso.

 

Poltrona Fago - Em2design_2055x1370

 

Figs. 2 e 3 – FAGO: A Estrutura Formal em concha é um dos fetiches do Design moderno;muitos querem fazer e poucos são felizes devido a dificuldade de execução dessa forma em particular e desenvolver algo realmente diferente.  Mas a dupla conseguiu nessa poltrona  através de um projeto inteligente no trançado de ripas devidamente otimizado, sobre uma estrutura de madeira em cruz e pés de palito. È uma solução formal determinada pela concha de ripas entrelançadas. O que pode pegar é o revestimento da concha, se o tecido usado não combinar.

 

 

Figs. 4 e 5 – GRAVETO:  Um projeto de poltrona  ludico e arrojado. Ludica  como um brinquedo e arrojada pela aspecto formal. Os braços parecem brincar com o todo e descem para dar rigidez a estrutura. È uma poltrona de madeira, se construida con criterio,  totalmente original, nunca vista antes na historia desse pais...Esse tipo de estrutura em madeira tende a balançar com o tempo de uso e precisa ser ajustada regularmente, fora isso a Graveto é uma coisa de doido, no bom sentido. Os braços tendem para a posição dos braços humanos ao sentar, então ela vive, não é um objeto inanimado.

 

Fig.6 - AROS :  A sua rigidez formal lembra as cadeiras com braços fixos de escritorios, mas não é e pode até servir para tal. Independente disso, é um projeto que beira a magistralidade da forma rigida.. É outra solução formal inusitada e unica. Bacana mesmo!

 

Figs. 7 e 8 - PRATO:  Bem legal essa ideia. Quando o Apelido do Objeto de Uso casa com a forma, é porque a solução é para lá de boa, a historia do Design nos ensina isso. Como tambem mostra que o otimo não é inimigo do bom, nesse caso. Simples numa estrutura cruzada, o prato surge inipotente.

 

 Figs. 9 e 10 - GRAVETO e LISTRAS: Essas duas mesinhas de canto são soluções estruturais classicas e simples formalmente, sem novidades e não acompanham o Design as poltronas. Apenas são.

 

Figs. 11 e 12 - CAPITONÊ: Apesar de ter uma estrutura classica e de forma singela , são interessantes pelas distancias diferentes dos pés de apoio. E ainda podem variar ligeiramente a forma pelo curvamento da tampa e da travessa que o sustenta, e ampliar o uso pelo aumento de suas medidas.

 

 

Figs. 13 e 14 - MAGRELA: Cadeira classica com a caracteristica do encosto e pés traseiros serem menores em largura que o assento e os pés dianteiros. È um recurso de Multivariação Formal para a convencional e a mais usada solução da cadeira, os eternos 4 pés.O designer pode brincar a vontade com esse recurso simples e eficaz, basta utilizar materiais e estruturas diferentes. Foi o que fez a EM2, brincou com a cadeira e o resultado formal foi bastante interessante pela simplicidade de construção e contando no grosso, o numero de peças para monta-la seria no maxmo,  4  e isso é um dos determinantes para uma cadeira ter um otimo Design:  o minimo de peças de montagem.

 

Figs. 15 a 18 - XIN: Essa é uma cadeira super interessante, nos remete aos pioneiros do Design brasileiro na decada de 1950, com seus 3 pés. È também uma solução formal que pode ser multivariada, basta mixar diferentes assentos e encostos, a Estrutura Formal dela permite isso em alto grau. A combinação formal dos assentos e encostos , permite a multivariação modelar. Mas o modelo básico feita de trançados irregulares da relação assento-encosto, já basta. È como um esqueleto, mostra como o que é. Foi inspirada nos desenhos orientais nas fachadas e elementos internos das edificações. E assim ela é intrigante, original e linda!

 

Figs. 19 a 21 - CODIGO DE BARRAS: A cadeira tradicional é revisitada aqui com a grafia de ripas na relação assento-encosto imitando um codigo de barras, uma forma que convivemos diariamente em nossas vidas. Variação formal sub liminar. O importante aqui foi a solução formal baseada na grafia e de quebra ainda nascem bancos e banquetas e estrados, etc.etc.

 

Figs. 22 e 23 - OVNI: Nesse aparador de otima feitura a EM2 retorna a Estrutura Formal baseada na diferença de largura entre os pés de apoio. Está se tornando uma marca registrada da dupla de designers como aconteceu nas mesinhas CAPITONÊ  e na cadeira MAGRELA. Sem querer querendo a EM2 pratica a Multivariação Formal e de Uso, baseada num conceito estrutural desvirtuante e asim foge da solução estrutural classica, A consequencia  visual  é que os objetos com varios usos, se tornam mais leves e bem mais insinuantes.

 

 

Fig. 24 - GUILHOTINA: Esse banco é bem bacana. Leve, elegante, simples, ousado. A forma é tudo, para quem sabe brincar serio com ela.Tem uma construção primorosa pela simplicidade estrutural adotada.

 

2) ESTOFADOS  = SOLUÇÕES INUSITADAS

 

Figs. 25 e 26 - ORIENTE: Esse enorme pufe – se pudermos chamar assim, é um grande objeto de sentar multiuso para ser colocado em lugares espaçosos. Sentar, compartilhar e guardar, são os verbos que ele conjuga e por isso é uma solução criativa e de bom gosto. E ainda, multivaria o visual,basta trocar e combinar os revestimentos dos setores circulares do assento. Legal pelo multiuso e pela construção criativa.

 

 

Fig. 27 - PUFE CETIM PREGAS: Apesar da solução formal ser inconveniente para sentar, o pufe tem uma linda forma e mostra que a solução formal e a forma do objeto são conceitos diferentes. Isso é reforçado pela poltrona que tem o mesmo acabamento e nome, mas não tem nada a ver com o pufe. Com isso, meus caros pode-se sutilmente variar e forma e o uso, baseado num detalhe formal.

 

Figs. 28 e 29 – CETIM PREGAS E GEOMETRICA, essas poltronas, ao contrario, partiram da Estrutura Formal : uma forma de sentar (estofada) apoiada na tradicional estrutura tubular  de coluna central  (giratoria ou não)  sobre uma base circular do mesmo material. O revestimento do estofado como representante do modelo; mudando o tipo do revestimento, sutilmente muda o modelo. Essa Estrutura Formal permite variadas soluções formais e muito usada pelos designers. Independente disso, são soluções onde a ousadia se encontra com o passado e o velho fica novo.

                                         

 

Figs. 30 e 31 – LOTUS:  A dupla desenvolve sofás classicos, retilineos e com almofadas padrões, mas esse foge formalmente dos outros modelos e é digno de atenção. Suas linhas curvas no corpo e nas almofadas e apoiado numa estrutura metalica super leve, resultam  numa graça de sofá,  coisa rara no Design brasileiro nesse segmento de sentar. Raramente vemos algo interessante. Mas esse é. O barroquismo de suas linhas – entendido como o dinamismo do movimento baseado na linha curva- é que dá o diferencial e o torna original.

 

3) METAL: FAZER DIFERENTE

Figs. 32 e 33 - PAC:  A dupla de designers não se contem e parte para a estrutura metalica de bastões maciços e novamente inova. A forma em semi-concha que abriga a relação assento-encosto  independente da estrutura é uma solução formal e funcional classica, mas pode ser sempre diferente em função do desenho da estrutura. 

 

4) RETROAÇÃO: QUEM NÃO ARRISCA NÃO PETISCA

                    

Figs. 34 a 36 - BARROQUINHAS: Essa familia de moveis não é necessariamente retrô. Antesdetudoé de uma  clareza de intenções a todo custo. Ao adotar o conceito de altos pés de madeira torneados e pintados, muito bem casados com a forma e o uso, torna esses modelos de uma modernidade sem par. Ninguem ousa isso no Design brasileiro. É dificil adotar esse conceito: juntar detalhes formais representativos de uma epoca com a contemporaneidade. Mas a EM2 arriscou e com otimos resultados. No Design, quando é bem feito e o conceito bem aplicado,  retroação não é retroagir.

 

5) TOPDESIGN: PROPOSTAS, O MELHOR DA OUSADIA FORMAL.

Fig. 37 - DUPLAFRENTE: Esse aparador é muito bom.Uma forma simples e solta, que parece flutuar. Ao contrario da maioria dos modelos desse segmento de uso de guardar, que são caixas presas no chão, esse parece fugir dele Conceitualmente, mudou a forma e inovou o uso. A horizontalidade convive tranquila com a verticalidade e assim as duas aparecem. Top.

 

Fig. 38 - BAMBOLA: Reiventando a forma de uso, buscando o inevitavel, é o que visualizamos nesse projeto. Sentar num banco nem sempre é reto e plano. Sentar nem sempre é sentar, as vezes é buscar sentar. Esse é o maior mérito dessa forma inovadora para esse tipo especifico de uso: experimentar! Mas, a forma em si da peça é muito bonita, não passa desbercebida. Pinta uma sensação de que os 4 pinos servindo como apoios não seguram e a coisa rola. E quem foi que disse que Design tem que ser estatico! O Dersign que experimenta, que busca uma nova relação entre o objeto de uso e o usuario, é um Design Dinâmico. E vivo!

 

 

Figs. 39 e 40 - PRESSÃO: Por falar em inovação, essa estante é máximo no conceito. Um pilar central de madeira com um suco corrediço por dentro e prateleiras engastadas e segura por ganchos de metal presas nele. No nosso site, tem dois artigos com muitas imagens sobre as estantes que gostam de livros e aquelas que não gostam.(DPordentro). A PRESSÃO gosta de livros. E ainda, sem medo de errar, é um dos projetos de estantes mais porretas  que pintaram por ai, historicamente falando. Formalmente,as estantes tendem a aparecer mais do que os livros,mas essa não é assim.  As prateleiras parecem suspensas, como lages em balanço de um predio e ainda tendo que suportar grande peso.Ousada, inovadora e é tão simples formalmente que nem parece ser um estante. É bonita porque é. TOP.

 

 

Fig. 41 e 42 - EVA: Nós só estamos falando bem dessa dupla, mas ela  merece. Quando o conceito é bom implica quase sempre num bom Design. Não é por essa coisa de gosto nem de mercado, é porque é assim mesmo. E quanto mais simples, melhor. Duas placas escuras de Eva unidas por barras de aço e pela limpidez das chapas de acrilico.  A EVA  é  iluminada.

 

Figs. 43 e 44 - TUBO: Já esse projeto – baseado no conceito de reciclagem - tem a relação assento-encosto feita de tubos de papelão e apoiada numa estrutura comumente usada de bastçoes de aço inoxidavel. È um projeto  arriscado, mas possivel. Um conceito inovador para essa Estrutura Formal classica. E sendo realizado a cadeira é TOP.

 

Figs. 45 e 46 - ORIGAMI: Esse projeto é fantástico. As formas geométricas de laminas  unidas em diferentes ângulos acabam por ocasionar um jogo de luzes e sombras nas superficies. O angulo de sentar é ousado, maior de 105 graus e isso detremina uma forma rigida e extermamente unusual. Tem um perfil geometrico, leve e irresistivel A linha ergonomica da relação assento-encosto implica numa unica posição de conforto, sem impedir  a mobilidade. Maravilha!

 

Fig.47- ZEN, nessa solução formal os designers vieram com um conceito diferente para as chaises lounges. È linda no seu corpo de madeira moldada, almofada de cabeça com a mesma forma dos apoios cilindricos e uma almofada semicircular  na região lombar.   A superficie da linha  ergonomica sem a amofada é uma, e com ela  é outra : o curvo foi  trocado pelo reto da almofada. E isso muda o uso. O unico problema é o balanço na parte da ponta dos pés, ela cai para frente alcançando o chão, não muito indicado para um movel dessa categoria de uso. Mas tambem não significa muito, o seu centro de gravidade é baixo e o balanço é até ludico.. A sua forma pura convida o observador (jovem) para usa-la. Isso é Design com alternativas ou restrição de Uso.

 

Nota : RETROAÇÃO OU DESIGN RETRÔ

Esse negocio de retrô tem que ser reavaliado. Um redesenho de algum objeto de uso que foi desenvolvido no passado, é algumas vezes, uma releitura dele, que significa uma nova forma de apresentar o objeto, como se um livro antigo fosse reeditado com nova grafia visual na capa, nas medidas e no corpo. A releitura formal do objeto de uso, pertence à memoria do Design e é uma atitude de desenvolvimento do produto válida. Por outro lado, um objeto de uso que se consagrou por representar um jeito particular de desenvolver uma forma padrão, com mesma tecnologia praticada por um grupo especifico e para uma classe social em determinada epoca, significa dizer que tal objeto pertence a certo estilo. Mas, desenvolver hoje  por exemplo, um movel de estilo, como o gótico ou o chipendale não tem nenhum cabimento.

O Design retrô, é mais para o estilismo banal.Ao basear-se numa forma do passado e desenvolver um objeto de uso contemporaneo recai quase sempre na nostalgia formal e isso demonstra incapacidade conceitual e projetual. Tipo assim: “já que não temos uma boa ideia, voltemos ao passado!.   E ai é que está o erro do tal movel ou do design retrô, porque acaba caindo na nostalgia de uma forma do passado. E que é o pior,  se não  pertence a um estilo historico, acaba sendo fruto de uma epoca e isso é uma besteira abissal.Fazer moveis “pés de palito”  ou geladeiras arredondadas e com portas internas lisas, não dá. Não dá para voltarmos para uma epoca que passou. Tem gente que faz, mas tá por fora, é curtição  momentanea, não Design O  PT Cruiser da Chrysler retroagiu a forma do passado, já o New Beetle fo um releitura, e são resultados diferentes: o primeiro um carro novo velho e o segundo um carro velho totalmente novo.

No entanto, quando o designer se baseia numa Estrutura Formal já definida e usada no passado, ele pode fazer Design contemporaneo e inovador, dado que, as estruturas formais artificiais pertecem ao mundo, foram criadas para servir a humanidade, como as formas da natureza que identificamos e reconhecemos no nosso dia a dia. O maior exemplo disso, é a cadeira de 4 pés, uma Estrutura Formal que existe desde os primordios da manufatura e continua firme, e cada dia surge um desenvolvimento formal diferente através  de  uma nova tecnologia ou mesmo, por uma ousadia formal usando uma tecnologia já conhecida.