DESIGN GROTESCO
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O Design contemporâneo transmite quase sempre uma imagem do bonzinho e bem comportado. As vezes até enjoa a sua opção politicamente correta por obedecer as regras estabelecidas pela academia e pela opção defensiva-apelativa das industrias dos objetos de uso. Regras do mercado e do lucro. Enquanto isso os designers independentes penam para sobreviver nesse capitalismo selvagem, opressivo e planetario. Existe até uma chamada “teoria do Design” ou “do produto” para definir as regras do bom comportamento e do sucesso do produto. Tudo tem que ser bem desenvolvido, definido, correto, vendido, propagado, aceitavel e por vai a coisa. Ninguem se revolta, pouquissimos negam as regras e poucos verdadeiramente ousam. Todos querem fazer diferente do que os outros fazem, por uma questão puramente egocentrica e baseada em visões pessoais equivocadas. Outros vão além e fazem do Design uma atividade de espetáculo teatral ou arte conceitual; dá no mesmo.
O “Bom Design” é Belo. O “Bom Design” é Simples. O “Bom Design” é Util.
São os velhos jargões que aprendemos e que até hoje são sustentados pelos academicos “bem comportados” da turma do Design certinho.
Mas o lance é que o Design é uma atividade humana tão ampla que não fica só no limite dos usados jargões e então o erro fica amigo do acerto, a beleza é amante da feiura e a loucura tem como companheiro o siso.
Sendo assim, apresentamos a figura nada impoluta do designer Michel Hailard e seus loucos e espantosos trabalhos em mobiliario. São cadeiras, poltronas mesas, aparadores, estantes e comodas, cadeiras longas e outros objetos, com resultados formais dignos de um filme de terror ou da casa do Drácula. São tão diferentes que alguns exemplos não se sabe de primeIra vista o que é ou para qual o uso. Em alguma soluções, Michel confunde o uso e não sabemos o que é uma cadeira ou uma poltrona. Ele usa detalhes de animais como chifres e ossos, peles ou couros naturais nos revestimentos e são sempre escuros e aparentemente rusticos no acabamento, mas não são. E todos são diferentes! A forma é animalesca e foge de tudo que se conheça de racional e bonitinho no Design. Ele usa e abusa e dane-se quem quiser. Surreal!
Com tudo isso e mais alguma coisa, Michel consegue “fazer Design”, só que do seu jeito e ninguem tasca. Aliás, ele reverte tudo o que se pensa ou se conceitua sobre o que é Design. Fantástico. Horripilante. Surpreedente. Corajoso e ousado. Unico!
As imagens dizem tudo. Quer dizer, quase tudo, porque confundem mesmo...
1 - CADEIRAS
2 - POLTRONAS
3 - SOFÁS
4 - CADEIRAS LONGAS
5 - CÔMODAS
5 - APARADORES
6 - ESCRIVANINHAS E MESAS
7 - ESTANTES
8 - E OUTROS BICHOS
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