A IDIOSSINCRASIA NO DESIGN: ESTANTES QUE ODEIAM OS LIVROS

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No Design acontece umas coisas que não dá para aceitar. Por exemplo,um designer famoso ou aquele que está em voga na midia, inventa uma nova forma ou jeitinho diferente para um objeto de uso qualquer e ai o negocio vira moda, mesmo que seja uma idiossincrasia. È que está acontecendo com as estantes.

Até as ultimas décadas do seculo XX, a estante era simplesmente um objeto para guardar livros, nada mais do isso. Mas, entrou o Design Idiossincrático e mudou tudo. A estante sempre foi um objeto arquitetônico antes de tudo, compunha o ambiente numa epoca em que as pessoas liam de fato e nas casas do mais aquinhoados ou dos cultos, ganhava um comodo proprio: a biblioteca. De maneira geral as estantes  tinham prateleiras horizontais com divisões verticais ou não, eram colocadas numa parede ou apoiadas no chão, fechadas ou não com portas e projetadas para que os livros ficassem de preferencia na posição vertical e assim caber o maior numero deles. A função primeira era de guardar livros e de forma correta: dava para ler o titulo e quando escolhia-se um, não precisava mexer nos outros. Não tinha movimento incomodo e quanto mais livros melhor a estante. Que o digam as bibliotecas pelo mundo afora, desde a mitologica de Alexandria. (Fig.1)

 

Fig. 1 - As estantes eram para guardar corretamente e com eficácia os livros.

Com o aumento do consumo superfluo, surgiram os adornos,  objetos decorativos, objetos uteis e todo tipo de besteirol, as estantes mudaram. Para pior, como se podia esperar  e ai viraram simples prateleiras ou agregadas a outras funções, como abrigar aparelhos de som e video, telefones e tudo o mais. Com o uso generalizado do computador e da internet a partir década de 1990, os livros e hábito de ler perderam a sua importancia como objeto cultural e de conhecimento e as estantes, coitadas, viraram meros complementos à vida diaria. (Fig.2)

 

 

As estantes não deixaram e possivelmente nunca deixarão de existir, Deus nos acuda!  Os arquitetos e designers são persistentes e esperançosos  e continuam desenvolvendo esse objeto que não é mais objeto de desejo, por acharem ainda que são uteis, funcionais e até belas. Mas, esses mesmos profissionais começaram a exagerar e viajar na maionese. É claro que ainda temos bons e belos exemplos de estantes, mesmo que o livro seja cada vez menos usado como objeto de utilidade pessoal epublica.

Sem querer ser conservador, tem cada uma....

A partir dos anos 1980s, uma onda idionssicrática  tomou conta ecomeçaram a projetar estantes que não gostam dos livros. Os pobres objetos de conhecimento e cultura se ajeitam de qualquer maneira nos locais indicados naquilo que parece ser uma estante. E o que é pior, isso está virando a tal da “tendencia”, mas isso é moda, não Design.

E aí? Nós usuários, designers e arquitetos, devemos aceitar  isso?  O SaberDesign tem a obrigação de  criticar e até mesmo denunciar essas idiossincrasias. Vejamos, então, alguns desses exemplos. 

 

carlton bookcase

1 - Carlton, Ettore Sottssas, 1980s -  Acho que foi o cara que começou a idiossincrasias da estante, na época da idiossinocrática Memphis: uma precussora da  da morte anunciada do livro.

 curated mag - Bookworm By Ron Arad  curated mag - Bookworm By Ron Arad

2 - Ron Arad, Bookworm, 1993 – Não foi o cara que começou essa onda de fazer estantes que odeiam livros, mas foi um bom discipulo. O que é isso, companheiro, logo voce um designer tão conhecido?

 

 

3 - Campanas, 1993 – Essa daí virou espetáculo visual, intervenção artística ou egomania, menos estante! A burguesia adora.

 

4 - Lucani Cheto, Never Ending - Esta gracinha aí, imprensa os pobres livros não necessariamente para mata-los. Há quem duvide!

Gravity Shelf

5 - Leo Kempf, Gravity – Acreditem, foi anunciada como uma “verdadeira obra de arte”, mas é uma estante. E desde quando Design ou objeto de uso é uma obra de arte, meu?

 

Cloud Bookcase

6 - Cloud, Ronan e Erwan Bouroullec – É modular e tudo, pode ser expandida e tudo, tem varias cores, é bonitinha e serve para guardar um monte de objetos inuteis, menos livros. Brincadeira!

 

Piola Modern Bookcase 

7 - Piola, Nobody and Co. - A tal da Piola de “Ninguem e companhia” conseguiu a incrivel façanha de ter as “prateleiras” ocupando maior espaço do que os livros. Daquis a pouco vão projetar estantes sem livros, o que seria uma gracinha total! Os designers em voga que se candidatem.

 

 

8 - TWIN, Zeynep Cinisli – Mas não é que quase conseguiram: uma estante que parece ser uma estante. Mas, convenhamos, o cara foi “genial” fazendo de um volume que não parece nada, uma coisa para guarar alguns míseros livros! Genio é genio!]

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9 - Crash, Rainer Mutsch – Não dá nem para criticar, o nome já diz tudo. É táo “crash” que os livros não sabem onde ficar.

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10 - Round Sofa - Dizem que é um mistura de estante e sofá, só falta sair rolando por ai e os livros caindo uns sobre os outros.