ISSO É LEGAL DE FAZER: Yahia Moussa

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O Design assume muitas faces e uma delas é não fazer Design propriamente dito, como pegar objetos prontos e refaze-los. Não é redesenho, releitura ou  coisa que o valha, mas simplesmente pegar um objeto de uso e acrescentar, retirar, mover, enfim brincar com a forma de uso. Aliás é um ato que está sendo muito praticado pelos designers no mundo. È como uma reciclagem formal, um ato ecologico e que implica na sustentabilidade da forma de uso historica.

O outro ato é o redirecionamento de uso, pegar um objeto qualquer e transforma-lo, dando-lhe um novo uso. Ou então, tipo garimpar um objeto que não tem uma utilidade real e imediata para o homem individualmente, mas para as atividades humanas em geral e redireciona-lo para ser usado no ambiente domestico, de trabalho ou lazer. É legal fazer isso. É Design no mais puro entendimento,não é besteirol dos eventos do efemero, do passageiro e do espetaculo de entretenimento da forma de uso.

Atos que se trasnformam em fatos do Design Ecologico e Sustentavel. Se as pessoas, - não propriamente os designers-, fizessem isso, não precisariamos de consumismo do novo e do imediato. Na verdade, nada é velho, porque o que já foi usado pertence a historia do consumo e do uso, basta manter e renovar. Sao como as antigas cidades, nunca envelhecem. O que seriam delas, sem os seus nucleos historicos; sem suas ruas estreitas com os velhos postes de ferro fundido e os seu predios centenares!

Então o Sdesign pode ser tambem como as cidades antigas, basta pensarmos e agirmos como tal. E o que nos mostra a designer Yahia Moussa, basta conferir em varias etapas. Ela trabalha o Sdesign em varias linhas e mostramos aqui algumas delas. Usando basicamente lona e materiais prontos militares, ela tranforma e conserva e muda.  E o Design vive! (*)

CADEIRA ESTILO LUIS XVI : o  velho como novo.

 

CADEIRA DE PLÁSTICO : o novo como velho.

 

QUALQUER NOVO : CADEIRA TANQUE, revestida de lona militar e cintos E.U.

O NÃO USADO EM USO :TAMBORETES DADA- caixas de madeira para guardar frutas e verduras, transformadas em bancos alcochoados e revestidos de lona militar; cada um leva uma palavra impressa e o conjunto forma um poema dadaista.

 

(*) Para fontes e referencias, consulte-nos.