MULTIVARIAÇÃO FORMAL PELO VOLUME: 400 EACH, Masato Yamamoto
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A Multivariação Formal (MF) no Design está se tornando cada vez mais frequente, para o nosso bem. A teoria de Shane R.V e Reginaldo Sah se comprova e se afirma como nunca, neste século XXI. Normalmente a prática da MF não vem a partir do conhecimento teórico , mas por intuição, por originalidade do conceito ou por necessidade do projeto. Mas no fundo, isso não importa, o grande barato é o que acontece. No caso presente, a Multivariação Formal, partiu do conceito: como fazer um conjunto de recipientes em vidro para diversos usos com a mesma capacidade? Ou seja, considerando a capacidade exata de 400 ml (X) desenvolver (N ) unidades formalmente diferentes de recipientes que corresponda a ela. Um conceito basicamente formalista para o desagrado dos puristas e funcionalistas do Design: a mesma capacidade de armazenar líquidos mas com diferentes formas para tal. Legal a proposta, muitos dos objetos de uso poderiam ser pensados assim, mas a MF apesar de se tornar mais freqüente , ainda está longe de ser sacramentada no Design e na produção industrial, presa ao único conceito que existe até hoje, o desenvolvimento e produção univariada do fordismo. Por falar nisso, o modelo que originou esse paradigma eterno na produção industrial de uso, completou 102 anos em 2010, o Modelo T. Sutil, não? O designer japonês Masato Yamamoto, encarou o desafio e desenvolveu 6 recipientes de vidro de alta resistência com formatos, pesos e segmentos de uso diferentes todos com a mesma capacidade de 400ml. O grande barato desse conceito é que a forma é mais importante do que a função , e nesse caso, a multiforma é o que interessa, o que contraria os cânones da produção e do Design fordista. Produzir objetos de uso com formatos diferentes na mesma linha de produção serial viável? Resposta: claro que sim, basta ter uma linha multivariada de produção e não uma única, como no fordismo tradicional. O negocio é tão eficaz, que quando se usa o conceito de MF no desenvolvimento do produto de uso, surgem fatos benéficos como consequencia natural, e não precisam ser necessariamente previsíveis no ato de projetar . No caso aqui, o fato novo é a possibilidade de armazenar o conjunto: as 6 peças se encaixam perfeitamente umas nas outras. O todo aqui não é a soma das partes mas a conseqüência delas. Além disso, considerando pelo lado do consumo ou melhor dizendo, do usuário , as possibilidades são maiores: ele é levado a comprar o conjunto de 6 peças, não uma só, mesmo que o fornecedor permita isso. È um conceito mais largo, abrangente e moderno do que o do produto unicista do arcaísmo fordiano. Ou seja, resumindo em miúdos: todos ganham, o produtor, o lojista, o consumidor e o Design. E a única e real Teoria do Design se comprova. Belo!
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