O CUMULO DA DOBRADURA: GRANDE CENTRAL, Sanna Lindström & Sigrid Strömgren
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Muitos tentam, poucos conseguem; poucos falam, porque poucos exemplos novos surgem. Essa a síndrome do Design de moveis dobráveis. Tirando os tradicionais exemplos de cadeiras e mesas portáteis, principalmente aqueles com estrutura Cruzada e X e semelhantes (ver artigo no sub menu DHistoria do site), o resto nesse segmento “dinâmico” do mobiliário ainda é pouco explorado pelos designers. Os caras só querem fazer cadeiras fixas como herança freudiana e buscando um lugar no universo do inusitado e da vaidade histórica. Bobagem, Isso porque o móvel que permite dobraduras e automontagem não é mole não.
Por isso que quase tudo é fixo e imutável. E só vale enquanto dura. No mercado e nas reminiscências do Design unimodelar-fordista-atravancado. O estudo da dobradura requer um tratamento físico e geométrico. É cientifico! Ou melhor, é Design Cientifico. Quem foi que disse que o Design nunca será uma Ciencia? Maldonaldo ou Bonsieppe?, dois pródigos teóricos terceiro-mundistas.
Mas sem querer entrar nessa polemica, a verdade é que os designers Lindström & Strömgren conseguiram fazer o que poucos tentam: fazer uma mesa de madeira inteiramente dobrável com recursos físicos e geométricos super interessante e inovadora, na forma, no conceito e na construção.
Vejam e tirem as suas conclusões. E tentem mesmo que os professores de Design esquecerem de ensinar ao seus alunos a importância da dobradura no mobiliário. Mas eles também não sabem! Com desculpas e tudo. A grande maioria descende em pensamento, palavras e obras dos mesmos caras que acham que o Design não pode ser uma Ciência, a do desenvolvimento dos produtos artificiais de uso. Amem!



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