O ETERNO FASCINIO FORMAL E ESTRUTURAL DA MADEIRA: Exposição Objective, Tomoko Azumi
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Não adianta espernear ou trabalhar com novos materiais sinteticos ou naturais, o mobiliario feito em madeira é e vai ser sempre a melhor opção. Pelo menos é a mais viva e de certa forma, mais humana. Isto se o Design levar em consideração todas as variáveis da cadeia produtiva desse material, desde a escolha da fonte, passando pela sustentabilidade e por fim, bom Design. A capacidade e o potencial formal da madeira e inesgotável, dado que a tecnologia ja é conhecida a séculos e séculos amém. Na historia, a maioria dos moveis que marcaram para sempre o Design e os designers foram feitos em madeira; alguns exemplos até revolucionaram a produção e a forma de uso e até alguns designers passaram a vida toda desenvolvendo moveis com esse material ligado a vida, as culturas e a humanidade.
O fascinio formal da madeira é eterno. As formas, os detalhes, os volumes e até as texturas e cores dos objetos de uso se repetem ao longo do tempo, mas o Design sempre se transforma e vive. Como bem demonstrou o designer japones Tomuki Azumi, numa exposição retrospectiva de seus trabalhos de 1995 a 2010, em Londres. O grande barato do seu trabalho é a simplicidade formal ao lado da construção primorosa. Mas ele não fica só nisso.
Num momento, Azumi usa o volume como pretensão formal e de uso, e desenvolve umas mesinhas em módulo (1 a 5); noutro ele apenas recria cadeiras simples mas com a possibilidade de Multivariação Formal (6 a 8). Mas Azumi não se contenta, e em outro projeto apenas conjuga a função com a sua forma e cria cadeiras com braço clássicas com aparência de modernidade (9 a 14). E então ele explode em soluções estruturais complexas para percorrer as possibilidades dos encaixes estruturais das ripas de madeira, e a seguir, usa a simplicidade estrutural para obter a solução formal para um determinado uso, em formas de uso simples e sem pretensões, apenas são. (15 a 21)
De repente ele volta às formas tradicionais de uso e por meio da sua visão de modernidade, o que era velho fica novo, a tal ponto que esquecemos o passado. Num primeiro momento parece que já vimos antes, mas é ledo engano, tem algo diferente na solução formal e construtiva. Exuberante. E tudo e simples é direto, sem frescuras. (22 a 27). E para encerrar, Azumi apenas inventa em formas que parecem ter saido de um laboratorio de Design (28).
O trabalho de Tomuko Azumi nos remete a pureza do Design, fazer o que tem que ser feito. E demonstra que a madeira nunca morre, deixa de ser moderna para virar eterna!
Designers brasileiros não desistam dela! Nós temos a maior fonte desse material natural no mundo, em espécies, texturas, cores, densidades e pesos, e se for tratada como deve, em regime perene de sustentabilidade e bom Design, a vida agradece. Amém.
O VOLUME FORMAL (1 a 5)





A MULTIVARIAÇÃO FORMAL NAS SOLUÇÕES TRADICIONAIS (6 a 8)



A FORMA COMO PRINCIPIO (9 a 14)






A BELEZA E O BOM USO NA COMPLEXIDADE E SIMPLICIDADE ESTRUTURAL (15 a 21)







A RENOVAÇÃO FORMAL DOS VELHOS USOS (22 a 27)





APENAS INVENÇÃO (28)

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